A Graça de Deus – Parte 02

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Ensina-se que devemos ser como Jesus. Que esse é o nosso alvo. E que para atingir esse alvo temos que ser “discipulados” por um “discipulador”. A depender do local, esse discipulador pode ser pessoal ou em grupo. Agora fica a pergunta: Isso funciona? O que ocorre depois? Tem um vazio espiritual nesse ensino. Está faltando o essencial, sem o qual não há crescimento. Tudo está sendo visto sob a ótica natural das coisas. A Amway, a Living Forever, a Herba Life e tantas outras empresas que usam o marketing de rede fazem o mesmo. Não precisam nem do Espírito.

O elemento essencial que falta é: COMO CONSEGUIR SER A IMAGEM DE

CRISTO DE FATO? Adiantarei a resposta: NÃO É TENTANDO SER. É um novelo de lã enrolado que eu vou tentar desenrolar. Tenham paciência que chegaremos lá e verão que é isso que os apóstolos, principalmente Paulo, insistiu tanto para que a igreja na época entendesse. O peso de tentar ser a imagem de Jesus é muito grande e se não for ensinado como e os meios que o Pai disponibiliza, ficaremos imprestáveis para o resto de nossas vidas, decepcionados conosco, sem condições de agir. Tudo que for escrito daqui adiante tem de ser lido levando-se em conta o que foi escrito anteriormente. É necessário entender a dimensão do amor e da graça de Deus. Entender a misericórdia sob pena de o diabo nos destruir com acusações e mentiras próprias dele, acerca da visão de Deus para conosco.

Quando eu entreguei a minha vida a Jesus, a vida dEle passou a viver dentro de mim. Eu nem entendia muito bem isso, mas sabia que eu tinha dentro de mim uma força, um poder que era o diferencial na hora de enfrentar o pecado. O problema é que com o tempo ficamos aprendendo estratégias de como enfrentar o pecado e ai é só desgraça. Leva tempo até aprendermos que o pecado não deve ser enfrentado diretamente. Não temos a mínima condição de vencer assim. Muito menos ainda acreditando que seremos a imagem e semelhança de Jesus (uma proposta pesada, diga-se passagem) apenas estando vinculado com um ser humano caído igual a mim. Precisamos agora entender como se processa a salvação por dentro. Vamos destrinchar isso aqui.

O propósito de Deus sempre foi o de dispensar a Si mesmo para dentro da humanidade. Antes da queda era isso que Deus intentava. O ponto principal do desejo de Deus era dispensar Sua vida para dentro de nós. Qualquer coisa, além disso, é resultado. O resultado pode ser a imagem de Jesus, mas isso é resultado e não o seu objetivo crucial, principal. Ele queria dispensar a Si mesmo para dentro de nós. Como podemos ver isso? No relato de Gênesis que é rico em linguagem conotativa.

Deus criou o homem com uma natureza semelhante a dEle. Um homem tripartido como Deus é. O homem foi criado com corpo, feito do pó da terra; com um espírito, soprado pelo próprio Deus, sendo uma parte receptora da vida de Deus; e então se tornou alma que é a sede das emoções, vontade e mente do homem. O espírito do homem foi feito para receber a vida de Deus. O homem foi criado tripartido dessa maneira. Desculpe a teologicidade disso tudo. Não tem outra maneira de confrontar alguns ensinos sem irmos até o inicio de tudo. Prometo que tudo vai se desenrolar.

O espírito do homem ainda não dispunha da vida de Deus dentro dele. Embora o espírito do homem é o sopro de Deus, ele ainda não tinha recebido a vida do próprio Deus dentro dele. Faltava o homem decidir introduzir o fruto da árvore da vida dentro dele. Deus plantou uma árvore com a vida dEle e tinha uma outra com a natureza de satanás. Árvore da vida e árvore do conhecimento do bem e do mal. A decisão estava diante do homem. Todos sabemos qual foi a escolha do homem. Ele escolheu introduzir dentro de si a natureza do diabo, o pecado. O pecado é a própria natureza de satanás. A independência é a primeira consequência do pecado, mas não foi a causa. O desejo de saber o bem e o mal à parte de Deus é comum à natureza do diabo. A partir dali o homem desviou-se do propósito de Deus trazendo para dentro de si a natureza do diabo. Deus não desistiu de Seu propósito. Ele o manteve. O propósito de dispensar a Si mesmo para dentro do homem. Para isso precisamos ver os passos tomados por Deus, a fim de atingir esse propósito.

Vimos que Deus é Triúno. E a maneira que Ele usará para cumprir o Seu propósito é a própria trindade. Deus é rico. Tem um enorme capital. Ele é como um homem de negócios bem sucedido que tem um grande capital. Deus tem um negócio no universo e a sua enorme riqueza é o seu capital. Não percebemos quantos bilhões ele tem. Todo esse capital é simplesmente Ele mesmo! Com esse Capital ele tenciona manufaturar a Si mesmo numa produção em massa. O próprio Deus é o Negociante, o Capital e o Produto. A sua intenção é dispensar a Si mesmo a muitas pessoas numa produção em massa. Deus precisa de tal arranjo divino, de um gerenciamento divino, uma dispensação divina. Desculpe os termos, mas estou tentando encontrar as melhores palavras para esclarecer o melhor possível. Sejamos mais específicos. Agora que sabemos que o propósito de Deus é dispensar a Si mesmo, precisamos descobrir o que Deus é, a fim de sabermos o que ele está dispensando. Em outras palavras, qual é a substância de Deus?

A substância de Deus é Espírito (João 4:24). A própria essência do Deus todo poderoso é simplesmente Espírito. Deus é o fabricante e tenciona reproduzir a Si mesmo como o Produto. Portanto, o que quer que Ele produza, tem de ser Espírito, a própria substância de Si mesmo.

Vimos o Produto de Deus e o que é dispensado por Ele. Agora precisamos perceber como Deus é dispensado. Em outras palavras, o Espírito é o que Deus dispensa para dentro do homem, mas agora precisamos ver os meios pelos quais Ele faz isso. É pela Trindade. Sabemos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três deuses diferentes, mas um único Deus que é revelado em três Pessoas. Contudo qual é o objetivo de existirem três Pessoas da Deidade? Por que há Deus Pai, Deus Filho e também Deus Espírito Santo?

Somente pela Trindade podem ser fornecidos os meios essenciais por meio dos quais o Seu Espírito é dispensado para dentro de nós.

Veja o que diz Paulo aos coríntios:

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. (II Co 13:13).

Temos aqui a graça do Filho, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo. Quem são esses? Seriam três deuses diferentes? Será que amor, graça e comunhão são três itens diferentes? Não. Amor, graça e comunhão são um único elemento em três estágios: o amor é a fonte, a graça é a expressão do amor e a comunhão é a transmissão desse amor em graça. De semelhante modo, Deus, Cristo e o Espírito Santo são um único Deus expresso em três pessoas: Deus é a fonte, Cristo é a expressão de Deus e o Espírito Santo é a transmissão, trazendo Deus em Cristo para dentro do homem. Houve um consenso na Deidade a fim de que houvesse essa expressão trina, com o fim de cumprir o propósito dEle. Vejamos bem isso.

Como poderia o Deus Pai, que é a fonte universal de todas as coisas, sendo invisível e inatingível, que habita na luz inacessível (I Tm 6:16), estar dentro de nós? Como poderíamos ver o Pai invisível? Se Deus fosse somente o Pai, Ele seria inacessível e não poderia ser dispensado para dentro do homem. Mas, pelo arranjo divino do Seu propósito, Ele colocou a Si mesmo dentro do Seu Filho, a segunda pessoa da Trindade, a fim de tornar-se acessível ao homem. Toda plenitude do Pai habita no Filho (Cl 1:19; 2:9) e é expressa por meio do Filho (Jo 1:18). O Pai como a fonte inexaurível de tudo é corporificado no Filho. O Deus outrora incompreensível é agora expresso em Cristo, a Palavra de Deus (Jo 1:1); o Deus invisível é revelado em Cristo, a Imagem de Deus (Cl 1:15). Assim o Filho e o Pai são um (Jo 10:30), e o Filho é até chamado de Pai (Is 9:6). Antes era impossível ao homem contatar o Pai. Ele era exclusivamente Deus e Sua natureza era exclusivamente divina. Não havia nada no Pai para transpor o abismo entre Deus e o homem. Mas, agora Ele não só se corporificou dentro do Filho como também encarnou na natureza humana. O Pai se agradou em combinar a Sua própria divindade com a humanidade do Filho. Por meio da encarnação do Filho, o Pai inacessível é agora acessível ao homem. Com isso o homem pode ver o Pai, tocá-lo e ter comunhão com o Pai por meio do Filho. A natureza humana foi adicionada à divina, e as naturezas que antes eram separadas, agora tornam-se uma. Que grande amor do Senhor a ponto de permitir que sua natureza seja alterada! O primeiro estágio de Deus dispensando-se para dentro do homem, portanto, é por meio da corporificação e encarnação de Si mesmo no Filho como homem e, assim, reproduzindo-se no homem.

Antes de seguir no segundo passo, importante frisar que não estamos aqui defendendo o modalismo. O modalismo é uma heresia grave do século III que defendia o unitarismo e que as 3 pessoas da chamada trindade na verdade são três formas ou maneiras de Deus se expressar. E não é isso que estamos falando aqui. Estamos falando do plano de Deus e que para que esse plano pudesse ser realizado, a Deidade se organizou para que cada pessoa da trindade cumprisse uma parte desse plano de maneira harmônica. Voltemos ao plano.

O segundo passo de Deus para introdução da vida dEle em nós ocorre por meio da segunda pessoa da Trindade, o Filho de Deus. Precisamos, antes, saber o que Cristo é e quais os elementos que compõem Cristo. Cristo era 100% homem e 100% Deus. Ele era a mescla de Deus com o homem, como disse acima. Isso já foi motivo de discussão durante séculos na historia da igreja. Mas, algumas coisas são claras. Ele tinha uma carne semelhante à carne do pecado (Rm 8:3), no entanto foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 4:15). Podemos arriscar que, embora Jesus sentisse fome (Mt 21:18; Mc 11:12), sede (Jo 19:28), cansaço (Jo 4:6) ele não tinha, em sua carne, todos os efeitos do Pecado, devido à sua concepção ser pelo Espírito Santo. A maior dúvida que existe é até que ponto o Pecado estava na carne de Jesus. Que o Pecado estava, disso não há dúvida, pois se não fosse assim ele não teria morrido, e de fato Ele morreu a fim de ressuscitar. Não sabemos o quanto, o fato de Ele ter sido gerado pelo Espírito Santo, sem a necessidade de um espermatozóide humano, diminuiu a presença do Pecado nEle. Mas sabemos que alguma herança pecaminosa Ele recebeu de Maria sua mãe, e esta herança tem relação com os efeitos do pecado na vida humana diária, pois a Bíblia diz que “…Deus o fez pecado…” (II Co 5:21).

Outro elemento de Cristo era a natureza divina. Embora os atributos de Deus (onisciência, onipresença e onipotência) foram deixados a fim de que Ele dependesse do poder de Deus como nós devemos depender, Ele portava a plenitude da Divindade (Cl 2:9). O Pai habitava nEle conforme vimos acima. Podemos resumir assim: o primeiro passo foi que o Pai corporificou-se através no Filho; o segundo passo foi que o Filho encarnou-se na humanidade, recebendo todos os elementos que ele nunca dantes teve tais como a vida humana diária, com seus cansaços, fomes, sede, choro, morte. Além da ressurreição, glorificação e ascensão. O terceiro passo é que tanto o Pai como o Filho estão agora no Espírito. Tudo o que está no Pai está no Filho, e ambos, o Pai e o Filho, contendo todos os elementos em Cristo, são introduzidos no Espírito.

O Espírito Santo, após a ascensão do Senhor, já não é o mesmo que o Espírito de Deus dos tempos do Velho Testamento. O Espírito de Deus no Velho Testamento tinha somente um elemento: a natureza divina de Deus. Como Espírito de Deus, Ele não tinha os elementos da natureza humana, a vida humana diária, a eficácia da morte, ressurreição, a ascensão e a entronização. Hoje, entretanto, sob o Novo Testamento, todos esses elementos de Cristo foram colocados no Espírito e, como tal, este Espírito todo inclusivo veio para dentro de nós e sobre nós. Em outras palavras, Ele está em nós e nós estamos nEle. Esse é o verdadeiro mesclar de Deus com o homem, que podemos experimentar a qualquer hora.

O que é o Espírito Santo? É o Espírito da verdade (Jo 15:26). Mas que é a verdade? O significado da palavra grega “verdade” (αληθείας) é realidade. Por isso o Espírito Santo é o Espírito da realidade, a realidade plena de Cristo. Assim como Deus está corporificado em Cristo, assim também Cristo é percebido na Pessoa maravilhosa do Espírito Santo. Cristo não está separado de Deus e o Espírito não está separado de Cristo. Cristo é Deus expresso e o Espírito é Cristo percebido em realidade. Paulo diz em II Coríntios 3:17 “Ora o Senhor é o Espírito” e ainda “O último Adão tornou-se o espírito que dá vida”.(I Co 15:45). O ultimo Adão é Cristo e Paulo diz que Ele, Cristo, tornou-se o Espírito. Além disso, Deus Pai é também o Espírito (Jo 4:24). Portanto todas as três pessoas da deidade são o Espírito. Se Deus Pai não fosse o Espírito, como Ele poderia estar em nós e como poderíamos contatá-lo? Além disso, se Deus Filho não é o Espírito, como Ele poderia estar em nós e como poderíamos experimentá-lo? Por que o Pai e o Filho estão ambos no Espírito, podemos facilmente contatar Deus e experimentar Cristo. Observem os versículos seguintes:

Um só Deus e Pai (…) o qual (…) está em todos”. (Ef 4:6)

Jesus Cristo está em vós”. (II Co 13:5).

Seu Espírito que em vós habita”. (Rm 8:11).

Estes três versículos revelam que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito estão em nós. Quantas pessoas estão em nós? Três ou uma? Não devemos dizer que três pessoas separadas estão em nós nem dizer que somente uma Pessoa está em nós, mas os Três em um está em nós. O Pai está no Filho e o Filho, com todos os seus elementos maravilhosos está no Espírito. Quando esse Espírito maravilhoso entra em nós, no momento em que abrimos nosso coração para Jesus, o próprio Deus é então dispensado para dentro de nós. O Deus Triúno está em nós. É esse o ponto crucial do propósito de Deus, ou seja, dispensar o Deus Triúno em nós. Por isso precisamos agora focalizar toda a nossa atenção em viver pelo Deus Triúno que habita dentro do nosso espírito. Se nos desviarmos disso, não importa quão boas e bíblicas possam ser as outras coisas, nós certamente perderemos o ponto crucial do propósito de Deus.

A eletricidade pode ser usada para ilustrar esse arranjo de Deus na trindade. Ela inclui a fonte, a corrente e a transmissão. Parecem ser três tipos diferentes de eletricidade, mas na realidade é um só. A fonte, a corrente e a transmissão são a própria eletricidade. Se a eletricidade não existisse, nem a fonte, nem a corrente, nem a transmissão existiriam. Assim como há uma única eletricidade com três estágios diferentes, assim também há um Deus com três Pessoas. Numa extremidade está a fonte ou o depósito de eletricidade, enquanto na outra está a transmissão da eletricidade aos nossos lares. Entre as duas extremidades está a corrente. Deus como Pai é a fonte; Deus como o Filho, é a corrente e a própria expressão do Pai; e Deus, como o Espírito, é a transmissão de Deus para dentro do homem. Isso não é modalismo. Não estou falando de uma heresia tão elegantemente combatida na igreja. Estou falando de um exemplo humano que precariamente pode ser usado para compreender a trindade e seu propósito. Nunca um exemplo será perfeito.

Agora a pergunta que não quer calar. O que isso tudo contribui em meu entendimento sobre a graça e a vida em Cristo? Vejamos.

O Espírito Santo em nós é a dose toda inclusiva de Deus. Nele temos tudo o que precisamos. Tudo o que o Pai e o Filho são e tudo o que Eles tem, está nesse Espírito. Não é uma questão de aprender doutrinas, de ser discipulado e ensinado a conformar-se a um padrão moral. Não é estudo sobre ética cristã. Você é um irmão fraco? Aqui está uma dose maravilhosa para fortalecê-lo com poder e força divina.

Em certo momento na caminhada cristã eu aprendi que eu havia sido crucificado em Cristo e que eu deveria viver a vida como alguém que foi crucificado em Cristo. Que eu deveria sempre lembrar disso antes de pecar. Eu tinha de ficar alerta de manhã até a noite lembrando disso. Aquilo não funcionava e nunca funcionou para ninguém. Um dia o Senhor abriu meus olhos para ver que a realidade de sua morte não está em meu reconhecimento deste fato, mas no meu desfrutar do Espírito Santo. Isso está revelado em Romanos 8. Romanos 6 dá apenas a definição. Mas Romanos 8 dá a realidade da morte de Cristo, pois a eficácia da morte de Cristo está no Espírito Santo. Quanto mais eu tiver comunhão com Cristo no Espírito Santo, mais estarei morto. A dose do Espírito Santo todo inclusivo contém o elemento aniquilador. Não há a necessidade de eu me considerar morto quando estou no Espírito Santo, por que estou desfrutando-o como essa dose maravilhosa. Espontaneamente os muitos germes que estão dentro de mim serão mortos.

Um dia um homem me bateu no trânsito. Sim, apanhei feio. A filha dele soltou a mão dele e ela atravessou bem na minha frente. Não atropelei a filha dele, mas foi um susto. Desci do carro para ver como ela estava e “poft” ele me bateu. Eu estava odiando aquele homem. Disseram, na igreja, que quem odiava era o ego e esse ego fora crucificado e negado, portanto eu teria de amá-lo. Assim tentei me considerar morto, tentei negar a mim mesmo, mas isso não funcionou. Quanto mais me considerava morto mais eu odiava. Por fim, um dia, enquanto tinha comunhão com o Senhor em oração, fiquei cheio de seu Espírito Santo. Como as lágrimas correram! Percebi que o poder aniquilador estava dentro de mim, matando meu ódio e o meu orgulho. Automaticamente, amor misturado com lágrimas jorraram no meu coração por esse homem. Que era isso? Era o elemento aniquilador nesta dose maravilhosa, a eficácia da morte de Cristo no Espírito. Quando estivermos fracos, devemos ir ao Senhor, dizendo: “Louvo-te, Senhor, por que nesta situação sou fraco”. Por contatá-lo, veremos que Espírito maravilhoso Ele é.

Muitas doutrinas das várias igrejas estão desviando o povo do Senhor Dele mesmo, levando-os a desviarem-se do ponto crucial, ou seja, o Espírito Santo todo inclusivo dentro de nós. O Espírito é a morada mútua. João 4:23 diz que o Pai e o Senhor virão fazer a Sua morada em nós. Que isso quer dizer? Você já experimentou o Pai e o Filho vindo fazer morada em você? Esse é o ponto crucial do arranjo de Deus, do propósito de Deus. Quando estamos no Espírito, estamos morando no Filho e no Pai e ao mesmo tempo Eles estão morando em nós. Somente então é que temos uma comunhão íntima com o Pai e com o Filho. Teremos uma conversa interior. Falaremos com o Senhor e o Senhor falará conosco. Essas são as experiências do mútuo morar. Muitos cristãos estão preocupados com doutrinas. Com pós arrebatamento, pré arrebatamento, arrebatamento parcial ou outra coisa qualquer. Esqueça isso! Contanto que ame ao Senhor e viva por Ele, quando Ele voltar você será arrebatado. Isso é suficientemente bom!

O Espírito é o Espírito transformador, liberador, que dá vida. Se contatarmos durante todo o dia este que é vivo no Espírito Santo maravilhoso, Ele vai dispensar vida para dentro de nós (II Co 3:6). Teremos refrigério interior, iluminação interior. Isso indica que Cristo está sendo dispensado para dentro de nós. Além disso, o Espírito Santo continuamente nos liberta (II Co 3:17). Muitas opressões e depressões do dia tendem a enfraquecer-nos. Uma questão pequena pode nos deprimir ou oprimir. Entretanto, se eu contatar Cristo vivo dentro de mim, Ele imediatamente me libertará. Se estivermos no Espírito Santo seremos transcendentes, por que nesse Espírito maravilhoso estão os elementos de ascensão e transcendência.

Finalmente, enquanto o Espírito Santo transmite vida e nos liberta, Ele também nos transforma. Em II Coríntios 3:18, de acordo com a tradução literal, diz-se:

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando e refletindo como um espelho a glória do Senhor, estamos sendo transformados (μεταρφουμεθα) de glória em glória, à Sua própria imagem, como do Senhor Espírito (κυρίου πνευματος).

Neste versículo, a palavra “transformados” é a mesma palavra que em Romanos 12:2: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Ser transformado não significa simplesmente ser mudado exteriormente, mas ser mudado tanto em natureza por dentro como em forma por fora. A palavra é metamorfo que é uma mudança na sua essência. Embora sejamos tão naturais e até mesmo pecaminosos, o Espírito transforma a nossa imagem natural na Sua imagem gloriosa. Por saturar a nossa mente, emoção e vontade Consigo mesmo, Ele ocupará todas as partes interiores do nosso ser. O nosso amor, ódio, desejos, escolhas e decisões ostentarão a Sua imagem. Seremos transformados à Sua imagem, de glória em glória, isto é, hoje somos transformados no primeiro estágio de glória, amanhã seremos transformados no segundo estágio e no dia seguinte, no terceiro. Cada dia a glória aumentará.

No próximo post tentarei explicar como isso se processa em nosso interior. 

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