Jesus não é bolsonarista: pastores distorcem a Bíblia para apoiar Bolsonaro

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Ao interpretarem a Bíblia a bel prazer, religiosos passam a usar Jesus e o evangelho como bandeiras bolsonaristas.

Pastor Alexandre Gonçalves

Um dos maiores desafios que se impõem aos teólogos e pastores do cristianismo evangélico é enfrentar no campo das ideias as mirabolantes distorções que afetam a doutrina e a prática cristã.

Antes, essa tarefa envolvia combater heresias (nome dado pela teologia aos ensinos heterodoxos) que afetavam apenas o meio evangélico, com distorções já graves das sagradas escrituras. Hoje, as consequências do não enfrentamento contínuo desses ensinos ultrapassam os arraiais evangélicos e causam danos a toda população, independente de fé ou ausência de fé.

Destaco como uma das maiores perversões do evangelho a teologia da prosperidade. Essa teologia foi a semente que se transformou em uma grande árvore, produzindo toda sorte de frutos podres. Ela nega a realidade do sofrimento humano como consequência das condições naturais, contrariando o que Jesus diz em Mateus 5:45 quando assevera que “…Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Nega que a desigualdade é resultado da ganância dos homens e de perversões de governos que nada fazem para diminuir o abismo das diferenças sociais na população.

Esse ensino raso defende que o pobre é pobre por sua falta de fé, que o doente é doente também por sua falta de fé. A vítima se transforma no algoz, sem nenhuma reflexão de conjuntura ou contexto em que estes problemas ocorrem. Acreditam que a solução é individual e que responsabilizar a falta de condições iguais é “vitimismo”.

Essa teologia ressoa de maneira retumbante nas palavras do atual presidente quando diz que não existe fome no Brasil e, por isso, repudia políticas compensatórias que diminuam desigualdades sociais históricas, como as dos negros, por exemplo. Para Bolsonaro e outros adeptos dessa teologia, a concentração de riqueza não tem relação com a pobreza. Ao contrário, os ricos são “abençoados” por Deus e devem, por isso, ter a atenção do estado com subsídios e redução de impostos.

Aliás, o acúmulo de bens deve ser algo a ser perseguido como resultado das “bênçãos” de Deus. Tudo isso aplaudido por cristãos que negam o evangelho de Cristo por puro individualismo e egoísmo. O mesmo evangelho no qual Jesus diz que “a vida do homem não consiste na abundância de bens que possui” (Lucas 12:15) e que não devemos acumular tesouros na terra (Mateus 6:19).

Jesus contrariou esse individualismo claramente. Um dos exemplos está registrado nos evangelhos. Ele ensinou a multidões o dia todo, e a multidão (mais de 10 mil pessoas) estava faminta. Os discípulos foram a Jesus com uma solução individualista: “Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer” (Marcos 6:36), ou seja, que se virem cada um por si. Jesus, querendo mostrar o verdadeiro teor do evangelho, disse aos seus discípulos para que eles dessem de comer ao povo (v. 37). Eles ficaram horrorizados com a proposta.

Jesus, então, perguntou quantos pães e quantos peixes havia para dividir com a multidão. Com apenas cinco pães e dois peixes em mãos, ordena que a multidão se sente sobre a grama verde em pequenos grupos (v. 39). De maneira coletiva e jamais individual, o milagre aconteceu e todos se fartaram, sobrando 12 cestos cheios, um para cada discípulo que duvidava dessa estratégia (v. 42 e 43). Jesus nos ensina que parte da felicidade pessoal está em saciar a necessidade do próximo, algo impensável em uma teologia individualista. Mas, como eu disse, essa teologia gerou frutos, e esses frutos se espalharam de maneira rápida em nosso país, atingindo a maioria dos grupos evangélicos.

O tsunami herético neopentecostal foi de tão grande intensidade que conseguiu atingir líderes de igrejas históricas, que orientaram, em carta pública, que os crentes votassem em candidatos que tenham “uma visão cristã de mundo”, “refreiem a representação de ideologias anticristãs em nossos parlamentos” e ainda “repudiem qualquer ideologia que se oponha à mensagem e aos ensinamentos da Bíblia”, reavivando a sepultada (acreditava-se assim) heresia do teonomismo, que é a crença de que a Bíblia, incluindo as leis judiciais do antigo testamento, devem ser cumpridas por toda a sociedade, independente de sua fé. Essa heresia pressupõe que tenho de votar em quem defende a visão cristã de mundo.

O mais interessante é que os que assinam a carta se intitulam “liberais” no sentido político da palavra, o que é um contrassenso porque o liberalismo rechaça que princípios religiosos se misturem com política, além de respeitar toda e qualquer crença e lutar por sua existência. Esses pastores, supostos liberais, advogam que os princípios cristãos devem ser seguidos por toda a sociedade de maneira impositiva, atuando nas três esferas de poder a fim de que sua visão particular seja hegemônica e suplante as demais.

Luta antiga

Lembro-me que no fim da década de 1980, o Christian Research Institute, dos Estados Unidos, abriu uma representação no Brasil: o Instituto Cristão de Pesquisas (ICP). Sua finalidade era combater essas heresias, portanto, criou-se um cadastro de seitas e amplo material apologético a fim de combatê-las uma a uma. O instituto fez um grande trabalho para o público interno das igrejas, denunciando grupos que se intitulavam de fé cristã, mas que tinham práticas totalmente contrárias ao cristianismo.

Destaco um exemplo do trabalho apologético do ICP, que foi o combate ao grupo religioso denominado Testemunhas de Jeová, denunciando seu ensino de proibição de doação de sangue, que é resultado de uma interpretação tosca de versículos isolados da Bíblia. O ICP publicou amplo material, divulgado em todos os meios, inclusive em jornais e revistas, mostrando claramente que essa prática não tinha a ver com o cristianismo e que poderia provocar muitas mortes, inclusive de crianças.

Infelizmente, a defesa teológica do ICP e de outros institutos não foi forte o bastante para combater os primeiros ensinos importados dos EUA e trazidos pelas incipientes igrejas neopentecostais. Enquanto esses erros afetavam apenas o meio evangélico, o dano era controlado. Mas agora as consequências dessas doutrinas transpuseram a barreira evangélica e passaram a atingir a população como um todo em uma onda de anacronismo cultural jamais vista no Brasil.

A teologia do domínio, derivação mais simples do teonomismo, se baseia no pressuposto de que o domínio da terra foi usurpado do homem pelo diabo desde o pecado de Adão. Assim, é tarefa da igreja, dos cristãos, tomarem esse domínio de volta. A estratégia para essa tomada é ter domínio em áreas de influência da sociedade (política, educação, cultura, judiciário, etc), a fim de estabelecer o domínio de Jesus na terra.

Um exemplo inequívoco dessa estratégia de poder foi a criação da Anajure, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos, que tem como um de seus objetivos defender na sociedade os valores do cristianismo, discutindo os projetos de lei em tramitação no congresso. Recentemente, essa associação conseguiu o compromisso de Augusto Aras, promotor indicado por Bolsonaro e aprovado pelo Senado para ser o procurador-geral da República, com sua carta de princípios que incluem o compromisso com a pauta moral e conservadora cristã da associação.

O objetivo é claro: “cristianizar” a sociedade por meio da influência nos órgãos públicos, hoje à mercê de ingerências religiosas por orientação de Bolsonaro, que já disse que seu próximo indicado ao STF será alguém “terrivelmente evangélico”.

O ‘euvangelho’

A gravidade da situação é tamanha que o evangelho de Jesus foi totalmente subvertido e, em seu lugar, foi criado um evangelho apócrifo que chamo de Euvangelho, um neologismo que aplico para classificar um ensino em que o individualismo, o egoísmo e a vitória pessoal estão acima do bem- estar coletivo e do respeito aos mais simples predicados de humanidade. Tudo isso usando a Bíblia como base, com uma interpretação bastante oportunista, malversada e descontextualizada.

Essa subversão do evangelho simples de Cristo é substanciada na ideia de que devemos escolher um presidente por suas propostas que beneficiem o meu grupo particular e não o conjunto da população. Dessa forma, os evangélicos acabam sendo orientados a votar em quem irá defender suas pautas religiosas e morais, sem observar que essa defesa em nada irá contribuir para diminuir o sofrimento dos mais de 43 milhões de brasileiros que vivem na pobreza. É mais importante ver a igreja ampliando seu domínio sobre o país do que vê-la apoiando projetos que visam diminuir a fome e a miséria.

Lembro de uma situação que ilustra bem esse “euvangelho” como prática nas igrejas. Eu estava pastoreando uma igreja em Balneário Camboriú, norte de Santa Catarina. Um jovem evangélico, aproveitando a grande quantidade de evangélicos na cidade, se dispôs a disputar a prefeitura. Nessa época, eu fazia um trabalho de assistência às crianças que ficavam trancadas dentro de casa, pois as mães tinham de trabalhar e não havia vagas em creches. Sem opção, as mães mantinham seus filhos trancafiados dentro de suas casas a fim de protegê-los dos perigos das ruas.

Algumas vezes, cheguei nessas casas, e a criança estava sem comer e não tínhamos como entrar. Tentávamos passar alimentos por baixo da porta ou por alguma outra greta, a fim de, ao menos, minorar a situação de fome dessas crianças.

Pois bem, o candidato evangélico tratou de reunir os pastores da cidade para ouvir suas reivindicações e obter apoio. Nenhuma das reivindicações tratava do problema da falta de vagas de creche para as crianças. Pediam desde calçamentos para a rua da Igreja até ajuda financeira para a “marcha para Jesus” e o fim da “parada gay” na cidade. Levantei meu dedo e falei das creches. Um pastor de uma tradicional e rica igreja na cidade defendeu que “creches apenas ajudam a desagregar a família” pois com creche “a mulher não cumpre seu papel de mãe”.

Esse é o euvangelho que alçou à presidência um governante com o único fim de defender os interesses individuais da massa evangélica, preocupada com “parada gay” e despreocupada com o drama da falta de investimento em educação pública para todos. Diferentemente do evangelho de Jesus que reparte e não busca seus próprios interesses, esse euvangelho quer juntar para si e apenas busca seus próprios interesses. Um exemplo desses interesses egoístas, capitaneado pelos mercantilistas da fé, foi a exoneração do secretário da Receita Federal Marcos Cintra, após este defender a criação de um imposto sobre as igrejas. Outro exemplo claro do servilismo do governo Bolsonaro aos interesses mesquinhos dos euvangélicos foi a destinação de dinheiro público, cerca de 153,7 milhões de reais por ano, às comunidades terapêuticas religiosas (maioria evangélicas). Para se ter uma ideia desse disparate, esse é quase o mesmo valor gasto anualmente com os 331 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que contam com equipe multiprofissional (com psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais de saúde), bem diferente das comunidades terapêuticas que nem sempre têm estrutura profissional.

A fim de frear a incipiente força do neopentecostalismo, que já trazia de berço essa doutrina egoísta e individualista, em 1974, mais de 2,4 mil líderes evangélicos de cerca de 150 países se reuniram em Lausanne, na Suíça, para discutir a evangelização do mundo. Como resultado desse congresso, foi elaborado o pacto de Lausanne, um documento em que a igreja se arrepende de excluir da evangelização a atividade social pois isso faz parte de seu dever como igreja e que a mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação. Defende também que, nós cristãos, não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.

Com essa carta de princípios, os signatários estavam declarando que o evangelho não poderia ser egoísta e centrado nas necessidades da igreja e, sim, nas necessidades do próximo.

Para dar um exemplo de como esses ensinos anti-cristãos pularam o muro das igrejas neopentecostais e trouxeram reflexos em toda a sociedade, evangélica e não evangélica, cito uma carta de felicitação pela eleição de Jair Bolsonaro, escrita por um pastor de uma igreja histórica, Mauro Meister, que afirmou sem ruborizar que é a favor da pena de morte para condenados, do direito à autodefesa (uso de armas pela sociedade civil) e que foi “a mão de Deus” que colocou Bolsonaro na presidência, em mais uma interpretação descontextualizada de Romanos 13, texto que foi escrito para uma igreja que vivia sob o jugo do cruel império romano, onde o mínimo sinal de insurgência por parte de qualquer cristão significaria sua morte, sendo esta a preocupação de Paulo.

Será que o citado pastor concorda com a interpretação literal de Romanos 13:3 onde Paulo diz que só quem pratica o mal deve temer a autoridade e quem pratica o bem não tem o que temer? Como explicar a condenação de Jesus à morte? Jesus praticou o mal? E o diácono Estevão, morto apedrejado pelos judeus com a permissão explícita das autoridades de Roma? Ele também praticou o mal? E Bonhoeffer, pastor germânico condenado à morte por Hitler também praticou o mal?

Textos antigos descontextualizados da história e fora de contexto são meros pretextos. Se foi a “mão de Deus” que alçou Bolsonaro à presidência, não estaria o nobre pastor dando um caráter de “ungido de Deus” a Bolsonaro, semelhante aos reis do antigo testamento, que o imunizaria de ser criticado por quem o elegeu, sua base eleitoral cristã?

De onde vocês acham que ele tira esses conceitos? Da Bíblia, óbvio. Pelo menos, da parte em acordo com a interpretação que lhe convém. Como protestante, eu defendo o livre exame das Escrituras Sagradas por todos os cristãos. Essa é uma das bases da Reforma Protestante. Mas não confundamos livre exame com livre interpretação. São ações distintas. A interpretação da Bíblia deve seguir as regras gerais de interpretação de qualquer livro antigo e não sofrer interferências de minhas próprias convicções e, sim, das palavras de Jesus nos evangelhos.

Observe que eu citei as palavras de um teólogo oriundo de uma igreja histórica séria e com excelente formação acadêmica. Aliás, tenho mais convergências com ele do que divergências. Isso mostra o tamanho do problema e do desafio que está diante de nós. O que fazer?

Entendo que de nada adianta que pessoas alheias ao meio evangélico tentem desconstruir esses conceitos. Infelizmente, na mentalidade do povo, a figura do carteiro tem igual ou maior importância que a mensagem contida na carta que ele quer entregar. A voz dessa pessoa, por mais capacitada e bem fundamentada que seja, não encontrará ouvidos aptos a recepcionar seus argumentos. Pelo menos não entre os evangélicos.

O mesmo pensamento tenho de pastores e teólogos conhecidos como “liberais” ou “universalistas”. O teólogo liberal é tido como um eterno relativista dos princípios bíblicos, e o universalista diminui o valor da doutrina da morte expiatória de Cristo na cruz, que é cara ao cristianismo, pois acredita que todos os homens são intrinsecamente bons e, portanto, todos serão salvos ao final, fazendo com que a necessidade de Jesus morrer por nossos pecados seja tacitamente nula. Estes, de igual forma, também não serão ouvidos pela grande massa evangélica.

Como recuperar o evangelho de Jesus?

Pensando nisso, alguns pastores de pensamento teológico ortodoxo que tem apreço à democracia e acreditam na laicidade do estado, dentre os quais me incluo, estão formando grupos a fim de criar iniciativas de combate a esses ensinos pseudo-escriturísticos. Essas heresias têm forma de purismo teológico, mas seu conteúdo é anticristão, contrário ao puro e simples evangelho de Jesus.

Ensinos oriundo de pastores de massa, como o pastor Lucinho Barreto que, em vídeo, faz apologia ao uso da força letal pela polícia com visível alegria; ou como o pastor Augustus Nicodemus que defende de maneira aberta que o cristão pode usar da violência para se defender, contrariando explicitamente o que diz em Mateus 5:39, onde Jesus contraria todo o senso comum da época (e parece que de hoje também) e defende que “…se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra”; ou outro como o pastor Franklin Ferreira, um dos mais ferrenhos defensores das teses da extrema direita cristã conservadora comemorando a vitória de Bolsonaro como presidente porque este representaria o conservadorismo cristão e o liberalismo econômico, mesmo sabendo dos discursos anti-cristãos de Bolsonaro a favor de extermínio de criminosos e penas cruéis.

E como se dará esse combate? Usando a mesma base usada pelos que subvertem a sã doutrina: a Bíblia. Fazendo isso, jogamos no mesmo campo e com a mesma bola que eles usam. E qual a estratégia de ação? Está sendo criada uma rede de blogs, canais no YouTube, podcasts e contas em redes sociais a fim de mostrar as incongruências dessas crenças sem jamais desprezar, ferir, humilhar ou depreciar a fé do povo evangélico.

Acredito piamente que, se conseguirmos ao menos desconstruir os gigantes da teoria do domínio (versão neopentecostal) e do teonomismo (versão dos ditos reformados), já valerá o esforço. Por quê? Pelo simples fato de que todos são livres para ter sua fé pessoal. Todos podem crer naquilo que quiserem crer. Como cristãos, podemos crer que o matrimônio é para sempre, na castidade pré-nupcial e, inclusive, na condenação eterna da alma. Isso é direito fundamental de toda sociedade democrática.

Mas jamais podemos trabalhar, desejar, lutar ou planejar que esses princípios de fé pessoal cristã sejam impostos, à força, mediante ascensão de um governo “cristão”, assumidos pelo conjunto da população, composta por variadas crenças, culturas e até o democrático direito de ausência de crença. O verdadeiro cristão acredita que o Reino de Deus e seus princípios são recepcionados de maneira voluntária, por aquele em quem o Espírito Santo trabalhou na alma, tal qual disse o profeta Zacarias: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”. (Zacarias 4:6).

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52 Comentários

  1. Caro Pastor. Sou seguidor no tt. Sendo assim , em quem deveríamos votar na última eleição? Sou Cristão, entendo seu posicionamento, mas tanto Bolsonaro quanto Haddad tinham posições ofensivas diante da fé Cristã. Cabo Daciolo não era preparado. Os outros …… Bom , como Crentes, olhamos para Jesus, mas e nossos deveres civis, para onde olhamos? Devemos viver como se nada nos agradasse ? As Igrejas desde muito desamparada os pobres e NECESSITADOS. Haja vista os milhões investidos em templos. Isso na nossa Assembleia de Deus. As pessoas tem sido trocadas pelas coisas. Sou ministro, mas confesso que me sinto confuso. Entregamos ofertas para construir, e não temos casa para morar. Isso não é contraditório? Em Cristo, Paulo. Porto Alegre, RS. Se quiser enviar material, [email protected]
    Sou formado em Teologia pela ULBRA.
    Servidor municipal.

    1. Caro colega pastor,
      Entendo claramente seu dilema. Permita-me expressar minha opinião. Eu acredito que não devemos votar pela nossa convicção religiosa. Isso porque um presidente vai governar para todos, cristãos e não cristãos de maneira indistinta, pois todos são pagadores de impostos. Desse raciocínio, deriva a tese de que, o que é um princípio correto para mim como cristão, pode não ser para outro que não seja cristão. POrtanto, qual a minha régua? Em primeiro lugar, eu não vou votar em quem se diz enviado de Deus. Isso faço pois não posso contribuir para que o nome de Jesus seja enxovalhado entre os ímpios por má postura desse político que, via de regra, devo não confiar. Segundo, vou usar principios humanitários gerais, como respeito a pessoa humana e aos direitos fundamentais do ser humano, proteção dos pobres através de políticas de distribuição de renda e cobrança progressiva de impostos e respeito às minorias. Essa é a minha régua. Dentro dessa régua, tinha outros candidatos que poderíamos optar. O problema é que Bolsonaro representa o oposto do que uso como régua.
      Esse é o meu conselho.
      Deus o abencoe pastor!

      1. Sou católica praticante e tenho olhado com preconceito para os evangélicos por conta desse olhar político (peço desculpas). Embora também veja esse mesmo problema em parte da minha Igreja e com o qual é impossível compactuar. Li o texto por ter sido repostado por uma amiga do Facebook. Compartilho da mesma ideia e parabenizo-o, Pastor, pelo texto verdadeiramente inspirado e cristão. Que Deus o ilumine sempre, precisamos de mais pessoas dizendo não a essa cristianismo de mercado, político e personalista.

    2. Como um presidente que se diz cristão pode ter como razão a tortura e morte, deturpam o evangélico com interpretações ao seu favor, usam o evangelho como trampolim para alcançar seus objetivos escusos, manipulam a fé alheia em benefício próprio, se dizem cristãos mas são contrários aos ensinamentos de Jesus Cristo, e o pior de tudo que muitos acreditam nessa doutrina e são orientados por quem deveria lhes abrir os olhos.

        1. Estava frequentando uma igreja onde me sentia muito bem ,eu minha esposa.
          Quando derrepente a igreja começou a se transformar em um comício político, ai esfriou todo aquele pensamento em fazer parte definitivamente daquela congregação.
          Lhe pergunto.
          É possível seguir a Jesus Cristo e os mandamentos sem frequentar uma igreja?

          1. Obrigado Moises pelas palavras. Eu acredito que precisamos ter comunhao com os irmaos pois sozinhos naufragamos. Mas isso nao quer dizer que vamos aceitar viver debaixo de todas essas barbaridades. Precisamos analisar muito a comunidade de fé onde vamos colocar nossa familia e, enquanto isso, é melhor ficar em casa.

      1. Bom dia eu sou uma cristã e estou sofrendo com essa situação me fazendo a mesma pergunta que vc faz, como um cristão pode aderir e querer voltar a um regime que prega a tortura e o sofrimento das pessoas? E o que mais doe é ver pastores que eu achava sérios, que conheci durante toda minha vida cristã apoiar esse tipo de coisa, e ainda tem o agravante de não acreditarem na grande crise sanitária não dando importância ao vírus e as vidas das pessoas. Por que na minha opinião uma vida para Deus é muito importante, e tem também o amor ao próximo, e eles não estão se importando com as famílias que estão sofrendo as perdas dos entes queridos,estou sendo até ignorada por algumas pessoas por não
        concordar que Deus jamais enviaria uma
        pessoa assim pra dirigir uma nação, mas continuo orando pedindo a Deus misericórdia por nós, me desculpe por me intrometer nessa conversa ,mas estava passando no face e vi esse texto e vim expor o meu pensamento.

  2. Caro Alexandre, sou seu seguidor no twitter e seu admirador pela sobriedade da visão cristã!
    Sou Espírita Cristão e concordo plenamente com suas afirmações e acredito que textos como este, precisam ser divulgados nos meios neo-pentecostais onde, infelizmente, paira grande ignorância do conteúdo evangélico e muito dos indicativos do seu “pastor” como verdades invioláveis!
    Rogo a Deus a proteção aos trabalhadores da última hora dessa rede de informações para que iluminem os caminhos daqueles que, pecaminosamente, são enganados!
    Grande abraço, querido companheiro de lutas!
    Guilherme

  3. Ciro seria um nome que, por coincidência, tem um homônimo na Bíblia, o qual ajudou o povo de Deus sem sequer ser rei da linguagem de Davi, mas um gentio… Pareceu o mais sensato no seu plano de governo, sem messianismo nos discursos, nem construção de personalidmo, porém pautou a campanha na ideia de um plano nacional-desenvolvimentista.

  4. Poxa, eu que sento o velho nas igrejas neo con próxima dos ricos e católica longe dos pobres fiquei muito feliz por encontrar seu texto. Peço licença para divulgar seu texto para praticam religião. De coração agradeço e torço para q produza mais textos q remetam as pessoas da importância de se tentar diminuir sa desigualdades entre os homens não para ganhar o céu ou a prosperidade mas para buscar a efetiva paz entre os pessoas. Visitarei com mais frequência seus escrito ainda q não praticante. obrigado e saudações progressistas

  5. Parabéns pelo texto pastor. Já havia lido e repassado ao editor do @FolhaGospel esse texto bem elucidativo. Gostei tb das tuas respostas sobre quem votar se tanto Haddad e JB se distanciam do que acreditamos como valores cristãos. Bem-vindo ao FG. Juntos em prol do ʁƎIИO DƎ C∀BƎƇ∀ b∀ʁ∀ B∀IXO

  6. Olá, Pr. Alexandre. Não sou evangélica, mas me incluo como cristã, por acreditar nas palavras de Jesus!! E cada vez mais me distancio de religiões onde não vejo o apreço ao próximo!! Nem sei como cheguei em seu site, provavelmente em alguma pagina do face ou twitter. E concordo com toda a sua fala!! Nosso país não precisa de heróis, precisa de povo letrado e cônscio de suas responsabilidades como cidadão! E, infelizmente, vejo cada vez mais o fundamentalismo cristão na periferia do Rio e Baixada. É muito sério!! Pessoas inescrupulosas enganando cidadãos alquebrados, sofridos e sem esperança!! Vejo a sua fala como uma luz nessa incapacidade de cristãos viverem o que Cristo mostrou como caminho!! Uma vida de força de luz nessa luta contra a iniquidade!!

  7. excelente pastor. espero que logo o senhor melhore seus conhecimentos da ferramenta, wordpress, e assoim possamos compartilhar com mais fluidez seus textos.

  8. O texto tem viés tendencioso e não contempla a verdadeira razão cristã.
    Lamento por sua postura pastor.
    Precisa ser imparcial ou definir o teu lado e trabalhar para corrigir as distorções das idéia que te agrada

    1. Os argumentos históricos para explicar a teoria da prosperidade foram muito bem colocados. A explicação sobre a aceitação do domínio político e social por parte se segmentos evangélicos foi muito bem definida. Sou católico e prego a filosofia do fazer o bem sem olhar a quem. Na minha opinião o ato é nobre e próspero. Não se condena atingir a prosperidade (muitas vezes materialista), mas ela deve vir acompanhada com a humildade que leva ao conhecimento ou entendimento de que ser próspero pode ser um elo muito forte para ajudar o próximo, desde que seja sem interesse e sem subjugá-lo à doutrinas de dependência. Isto é ser o bom cristão próspero. A prosperidade pode ser também uma filosofia espiritual que sirva para a evolução do ser humano no que tange a solidariedade e a empatia. O Brasil está caminhando para um fragmentalismo e fundamentalismo cristão que pode ser perigoso e deve ser combatido. Este combate nasce do discernimento franco e baseado na verdadeira filosofia cristã que eu vejo no seu texto. Parabéns.

      1. Obrigado Luiz pelas suas observações. De fato, não tenho nenhum problema com a prosperidade em si mas sim com as suas motivações. Abraços!

  9. Excelente mensagem que JESUS continui abrindo seu entendimento com traduções bem simples, penso, ser a mesma extrategica da mensagem do evangelho, como forma de confundir os sábios, porque estão atolados no orgulho e na soberba.
    Parabéns Pastor, pela coragem de quebrar regras que subvertem os ensinamentos Bíblicos.
    Não se calem, sejam testemunhas da palavra de Deus, da mensagem original e da apologia cristã que precisa ser representada em nossas igrejas.
    Deus abençoe sua vida meu querido.

  10. Olá, esse texto me alimentou. Fico feliz em saber que tem um líder, sei que existe muitos outros, mas no município aonde moro (Nilópolis-RJ,), esse uso das igrejas para favorecer líderes evangélicos e descontruir a humanidade social dos ensinamentos de Jesus é predominante, e saber que existe um movimento para combater esse mau caratismo cristão me deixa feliz.
    Hoje, não membreio em nenhuma igreja, isso me prejudica um pouco no que digo na minha prática de ação para um relacionamento com o espiritual para com Jesus e Deus pela ação do Espírito Santo.
    Quero conhecer mais esses movimentos opostos a esse sistema liderado por pastores e líderes evangélicos que se escravizam os mais necessitados.

    Poeta Rp.
    Zap. 21 998832204
    E-mail: [email protected]

    1. Querido irmao, fico muito lisonjeado com suas palavras. Saiba que ainda há profetas que nao se dobraram ao deus Baal e que estão gritando sem serem muito ouvidos. Deus o abencoe

  11. Esse texto representa o meu sentimento e de muitos cristãos que estão nas igrejas observando o evangelho desmoronar em face a essa política de extrema direita que distorce completamente o verdadeiro evangelho. Pastor Alexandre obrigada por essa grande contribuição. Vou compartilhar.

  12. Boa tarde!
    Tenho posicionamento semelhante ao seu com relação à teologia da prosperidade e vejo com muita preocupação esse conchavo dos líderes das igrejas com Bolsonaro.
    Sou absolutamente contra a mistura de política e religião.
    Legitimar esse governo, dizendo que Bolsonaro é enviado de Deus chega a ser afronta à inteligência de qualquer incauto que tenha lido, pelo menos por obrigação, os livros de Crônicas, Samuel e Reis.

  13. Boa noite pastor. Sinceramente eu não cheguei como cheguei ao seu POST ou o que me fez ler, pois grande é minha descrença nesses homens que se julgam “homens de Deus” comecei a ler o texto apenas como mais um dos inúmeros que leio, mas estou primeiramente:
    Emocionada(explicarei o pq) nasci em um lar cristão, Igreja Batista tradicional. Mas com o passar do tempo e dos acontecimentos. Me afastei das igrejas e nunca .mais cowiei meus pés em um templo ou mesmo dialogue com um pastor. Hj tenho 49 anos dos quais 30 deles eu me recusava a ter qualquer tipo de aparte com um cristão, mas diante desse texto que o senhor escreveu, percebi que existem homens de Deus e principalmente homens com princípios verdadeiramente cristao. Eu poderia aqui gastar minha linhas falando desse desgoverno e esses euvangelhos, mas hj não. Hj eu só quero agradecê-lo pq diante de sua leitura, uma semente de esperança brotou em meu coração. Obrigada.

  14. Parabéns pelo texto! Muito bem escrito e necessário! Gostaria de saber o nome do canal no YouTube para divulgar. Como muitas pessoas infelizmente têm preguiça de ler, acredito que a criação do canal vá facilitar a divulgação.

  15. Agora são 01:40 da manhã, vou ter paciência de ler seu raciocínio, mas me pareceu pura bobagem, e desejo de aparecer. Já estudou a história da igreja? Gostaria de ter um governador como Calígula? Ou como outro completamente ímpio? Depois comento mais vou terminar a leitura.

  16. A paz do Senhor Pr. Alexandre, muito obrigado por expor verdades como essas também compartilho da sua visão, e entendo que temos que nos unir e organizamos para proclamação do Evangelho genuíno. Deus te abençoe por esse trabalho.

  17. Olá ! Todos aqueles que dizem crer em Deus são cristãos , mas nem todos tem conhecimento do que diz a Bíblia . Todos devem ler as Escrituras , se aprofundar no Estudo para não ser enganados . Devemos tomar cuidado com as rotulações para não anunciam uma guerra , pois muitos assimilam ser cristão aqueles que são evangélicos, ocasionando tantas interpretações errôneas e tantas ofensas. Não podemos nos deixar levar pelo o que o mundo prega, tenho a impressão de que tudo que é errado é o certo . Temos que saber o que diz as escrituras e defendê las. Vimos como a sociedade está vivendo a bel prazer . Quando nos colocarmos realmente no lugar do outro e viver a imagem e a semelhança de Jesus , tudo muda . Que começamos por nós mesmos . Devemos agir com as pessoas da mesma maneira que desejamos que ajam conosco .
    Tatiane

      1. UMA DAS ORDENANÇAS DO NOSSO ISRAEL VIVO “”É ORAR POR TDOS”” OS GOVERNANTES E AUTORIDADES DA TERRA (2TM 2.1) E NÃO DIZ “PRA OS ADORAR”

  18. Caro pastor, atualmente não sou evangélica tenho muita vontade de frequentar uma igreja descente. Só que em todas que visitei em 6 anos. Os pastores reservam sempre um tempinho para palanque político e eu acho isso completamente antiético para uma lider religioso, pois o compromisso de é com Deus, com a verdade e a retidão, está na Bíblia, nos ensinamentos de Jesus. Portanto sinto nojo quando vejo os pastores, ministros, bispo, padres defenderem abertamente um ou outro candidato. Lógico que há barganha nesses compromissos firmados entre igreja e figuras políticas. Triste, nossa realidade. Conhece também muitos jovens, estudados e bem educados que gostariam assim como eu de frequentar uma igreja para exercer sua comunhão com Deus, mas fazem as mesmas observações que faço aqui. Parabéns pelo seus texto, educado equilibrado e pacífico, estava mesmo na hora de pessoas como você se manifestar e deixar alguma esperança de melhora em nossos corações.

  19. Caro pastor, atualmente não sou evangélica tenho muita vontade de frequentar uma igreja. Só que em todas que visitei em 6 anos, os pastores reservam sempre um tempinho para comício político e eu acho isso completamente antiético para uma lider religioso, pois o compromisso de é com Deus, com a verdade e a retidão, está na Bíblia, nos ensinamentos de Jesus. Antiético é um fiel pedir auxílio ao pastor para escolher o candidato e mais antiético ainda é o pastor aceitar essa missão. Portanto sinto nojo quando vejo os pastores, ministros, bispo, padres que não só defendem abertamente um ou outro candidato, mas trabalha ativamente para a eleição desdes. E é lógico que há barganha e troca de favores nesses compromissos firmados entre lideres religiosos e figuras públicas . Triste, nossa realidade. Tenho visto e conversado também com muitos jovens adultos com a vida bem estruturada, mas que sentem falta de frequentar uma igreja para exercer sua comunhão com Deus, mas não o fazem por medo de entrarem nesse redemoinho de propagandas e coerção. Parabéns pelo seus texto agradável e ao mesmo tempo recheado de idéias fundamentais e complexas, mas ditas de forma simples onde qualquer leigo de teologia pode ler várias vezes e refletir sobre elas.

    1. Infelizmente Neia isso tem sido uma constante nesses últimos dias. Eu ainda espero que Deus faça uma reviravolta nessa situacao e possamos frequentar um lugar onde apenas Jesus é pregado e louvado.

  20. Pois é!
    As Testemunhas de Jeová estão firmes e fortes!
    E os evangélicos vivem em crise uma atrás da outra, levados por todo tipo de vento de ensino, (Éfesios 4:14,) modinhas, filosofias políticas, sociais, num sem fim eterno de cismas, divisões, criando seitas de seitas de seitas, uns verdadeiros seiteiros, (Mateus 13:24-30,Galatas 5:19-20) agora mais do que nunca numa promiscuidade política de dar nojo!
    Apocalipse 14:8,17:2,18:03

    Culpa de sangue histórica na escravidão dos negros, na colonização americana e o massacre dos índios nativos norte americanos, culpa de sangue na guerra civil da secessão americana, culpa de sangue na Alemanha Nazista, com a massa evangélica apoiando o nazismo e encorpando o exército Hitlerista, culpa de sangue com falsas curas na epidemia do Ebola, nessa epidemia da C-19 e em inúmeras doenças, dentro dessas seitas pentecostais enganando todos!

    Pastores seiteiros Bolsonaristas é só mais uma pra conta, acumulando até os céus!
    Apocalipse 18:05

  21. A paz Pastor Alexandre!!
    Sou Vera Lúcia da cidade de Sorocaba, SP. Sou estudante do ultimo ano de Teologia, e líder de Célula de uma Igreja (que atualmente é assessorada por uma espécie de franqueadora de São José dos Campos), onde, até antes da pandemia me dedicava quase que em tempo integral.
    Estou trabalhando agora no TCC e procurando artigos sobre a Missão Integral da Igreja, e encontrei o seu artigo, que confesso, expressou os meus mais puros sentimentos sobre o caos a qual estamos mergulhados, com o aval dos grandes vendilhões de Templos, exploradores da fé cristã e contraventores do Evangelho.Dispensa qualquer comentário além disso, Você resumiu fidedignamente o escárnio que esses discípulos dos saduceus vem cometendo contra o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo e contra seus ensinamentos.
    Como muitos me sinto completamente isolada, pois até os líderes que pensam como eu, acreditam que tem que seguir as orientações superiores, que por sua vez estão fechados com esse esquema sórdido… Não dá para suportar…
    Que bom que Te encontrei, não somos muitos, mais unidos nos fortalecemos. Deus Abençoe.

    1. Querida Vera,
      Obrigado por seu comentário. Lendo sua experiência e percepção recebo enorme ânimo pois as vezes me sinto em um mar revolto sozinho. Deus a abençoe

  22. Brinco que historicamente o povo que se diz de Deus , e me incluo, na maior parte das vezes que se envolveu com política beirou a catástrofe. Muitas das vezes que se pediu um rei o resultado não foi dos melhores. Aqui uso a metáfora do primeiro rei bíblico, mas temos impérios ligados a religião cristã na historicidade humana que poderia citar e citar e citar… Embora eu creio que somos seres políticos, entendo que a laicidade deve ser mantida. Que não se deve atribuir a governantes caráter divino. De ungido. Somos propensos a vaidades. Esquecemos facilmente que somos apenas o recipiente que carrega o tesouro. Não somos mais que o tesouro. Faz parte da religião cristã evangélica, da qual sou parte, se revestir de uma capa de juiz, pois é mais fácil julgar que libertar. Mais fácil impor que importar. Aprendemos pouco com Jesus sobre empatia, enquanto ele toma sobre si nossas dores, preferimos que o castigo venha sobre os “impuros”. Enfim, o evangelho é achincalhado , temos grandes perdas no processo e percebo que ainda temos muito perdão a pedir pelas atrocidades que essa junção estado igreja está acometendo.

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